No acumulado de setembro, o reajuste do gás somou 19,1%. E vem mais aumento por aí, já que o governo anunciou que todo dia 5 de cada mês haverá alteração nos valores cobrados pela Petrobras. Em Santa Maria, de 14 pontos de venda pesquisados pelo Diário (veja tabela abaixo), dez subiram o valor cobrado pelo botijão de 13 quilos. A média de alta foi de R$ 2,80. No entanto, teve estabelecimento que chegou a aplicar R$ 8 a mais em relação à última pesquisa, de 11 de setembro.
O menor preço apontado fica em R$ 60 se o consumidor for buscar no local. Se solicitar a entrega em casa, pode pagar até R$ 75. Em 15 de agosto, os preços praticados na cidade ficavam entre R$ 56 e R$ 69.
Dois pontos não alteraram os valores. Dois deles baixaram os preços. Um deles chegou a reduzir em R$ 5 em relação ao começo do mês, sob a alegação de diminuir a margem de lucro e vender botijões do estoque adquirido antes do reajuste.
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AVALIAÇÃO
O gerente da Nacional Gás, Lázaro Rabelo, diz que, em 23 anos de atuação no mercado, nunca tinha visto tamanha oscilação de valores:
– Foram três aumentos no mesmo mês. O primeiro do dissídio da categoria, depois o da refinaria, e, agora, esta semana, novamente o da Petrobras. E já tem pelo menos dois confirmados para os primeiros dias de outubro. Um de reajuste de ICMS e outro do dia 5 da Petrobras. Infelizmente, os índices que estou recebendo eu tenho que repassar. Os nossos custos são altos.
Segundo Rabelo, setembro está entre os piores meses de venda do ano, com redução de 40% nas vendas.